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Empresas em Teresina precisam ser bem tratadas pelo gestor público, reconhece Semdec

Secretário Marcelo Eulálio vai se empenhar em reduzir em 70% a burocracia para negócios na capital

 
Marcelo Eulálio disse que a gestão da Semdec será ouvindo a classe empresarial (Foto: Piauí Negócios)

 Marcelo Eulálio disse que a gestão da Semdec será ouvindo a classe empresarial (Foto: Piauí Negócios)

 
 

Geradoras de emprego, renda e impostos, as empresas precisam sem bem tratadas pelo gestor público em Teresina, principalmente quando pretendem se instalar ou ampliar seus negócios. É o que reconhece o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico da capital, Marcelo Eulálio, em entrevista ao Piauí Negócios.

 

Eulálio, que assumiu a direção da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec) no início do ano, na gestão do prefeito Dr. Pessoa, garante que vai trabalhar para melhorar esse tratamento, inclusive acompanhando empresários pessoalmente em órgãos públicos para reduzir a burocracia como liberação de alvarás, autorizações e concessão de documentos.

 

“A gente não vai ficar aqui sentado no gabinete, vestindo terno bonito. Vamos ajudar o empresário e ir junto aos órgãos públicos, se for preciso, com nossa presença. Temos que fazer isso pois muitas empresas acabam indo para outro município ou estado e se instalam por lá”, afirmou o secretário.

 

A redução do tempo de abertura ou ampliação de uma empresa em Teresina é uma das prioridades de Marcelo Eulálio. Ele quer agilizar em 70% esse procedimento. Segundo um estudo da organização Endeavor publicado na revista Exame, o tempo médio que um empresário leva para abrir uma empresa em Teresina é de 110 dias, quase cinco vezes mais do que a primeira colocada no ranking, Uberlândia (MG), onde o tempo médio é de 24 dias. “Queremos no mais tardar que em 30 dias a empresa já esteja com tudo encaminhado, destravado. Obviamente, dependendo do tipo de empreendimento”, prometeu o secretário.

 

Reprodução Revista Exame 

 

Reprodução Revista Exame 

 


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Em outro indicador, que mede as ações para promover o desenvolvimento econômico local, Teresina também não pontua bem. O Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local (ISDEL) coloca a capital do Piauí na 236ª posição no Ranking Brasil, liderado pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Em alguns órgãos públicos, como a Junta Comercial do Piauí, é possível abrir uma empresa em um dia. Porém, há outros órgãos que precisam ser consultados, dependendo da atividade empresarial, o que atrasa o processo.

 

Reprodução Sebrae

 

Para reduzir a burocracia, Eulálio já está procurando outros órgãos públicos que possam agilizar a liberação de documentos, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE). “O quanto nós pudermos reduzir [o tempo] iremos fazê-lo”, comentou.

 

O secretário enfatizou ainda que a Semdec irá ouvir sempre as entidades empresariais antes de adotar ações, de forma que elas possam contribuir com sugestões e ideias. “Estamos observando os principais entravas que atrapalham o desenvolvimento. Nós já recebemos diretores da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Piauí (Abrasel-PI), do Movimento Empreender Piauí (MOVE) e representantes do polo industrial sul de Teresina”, contou.

 

Prefeitura não cogita fechar comércio novamente

Mesmo considerando as propostas da classe empresarial, elas terão que se alinhar com o interesse da população. É o caso, por exemplo, do fechamento do comércio teresinense, ocorrido em 2020, por cerca de quatro meses, devido à pandemia. Marcelo Eulálio garante que a Prefeitura de Teresina não cogita interromper novamente as atividades econômicas, mas alerta que é preciso que os empresários e a população colaborem.

 

“Tivemos uma reunião recente do prefeito com o Sindicato dos Lojistas do Piauí (Sindilojas-PI) e ele pediu que os lojistas não baixem a guarda, cumpram os protocolos sanitários, para que nenhuma medida radical seja tomada. Mas não adotaremos nenhuma ação sem ouvir as entidades empresariais. Não faremos nada do dia para a noite”, frisou.

 

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