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Coronavírus

Menor peso da indústria no PIB do Piauí adia a recuperação de empregos

A criação de vagas pela indústria em junho é limitada pela pouca participação do setor na economia do estado

 
A indústria cresceu, mas não impulsionará a geração de empregos no Estado (Foto: Governo do Piauí)

 A indústria cresceu, mas não impulsionará a geração de empregos no Estado (Foto: Governo do Piauí)

 
 

O saldo positivo de 920 vagas ocupadas no setor industrial no Piauí em junho, que fez a geração de empregos crescer após três meses consecutivos de queda, não significa que no segundo semestre surgirão novas vagas no mesmo ritmo. A explicação é a pequena participação da indústria no PIB piauiense e na geração de empregos, em contraste com a importância dos setores de comércio e serviços, mais duramente afetados pela crise do novo coronavírus.

 

A análise é do economista Fernando Galvão, que aponta um limite na geração de empregos pela indústria, devido ao seu tamanho na geração de riquezas piauienses. “A indústria gera 12,1% do PIB do estado. Se ela tivesse um peso maior, o potencial de recuperação seria maior e muito mais rápido”, diz.

 

 

Além da indústria, outros dois setores que geraram emprego em junho, segundo o Ministério da Economia, foram a construção (71 vagas) e agropecuária (69). Ao olhar dos dados do IBGE (Estatísticas do Cadastro Central de Empresas, 2018), esses três setores geram juntos apenas 11,1% do pessoal ocupado no Piauí. 

 

 

Na outra ponta, estão comércio e serviços, que juntos geram 48% dos empregos no Piauí, seguidos da administração pública, defesa e seguridade social, que gera outros 24% e não teve danos em relação ao desemprego.

 

Fernando Galvão afirma que a indústria tem um limite na geração de empregos no Piauí (Foto: Piauí Negócios)

 

Desde o início da pandemia, foram esses setores que mais sofreram com a perda de receita. Houve queda no faturamento de até 95%, como bares e restaurantes, e empresa, com redução das receitas em 90%, principalmente em abril, o primeiro mês totalmente fechado após a chegada do novo coronavírus.

 


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Mesmo com as ações do Governo Federal para segurar os empregos, como o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem), ainda assim houve demissões no Piauí. E os setores de comércio e serviços foram os que mais desempregaram desde abril, com 7.768 vagas negativas até agora. Em seguida, veio a construção (-1.839). A indústria ficou com apenas - 11. O único setor que teve saldo positivo no mesmo período foi o agropecuário, com 208 vagas (veja quadro mais abaixo).

 

Em junho, mesmo em menor ritmo, os setores de comércio e serviços continuaram com saldo negativo, de 318 e 436 respectivamente. “A retomada de empregos não vai ser homogênea, vai ser diferente por setores”, conclui Fernando Galvão.

 

De abril a junho, os setores que mais empregam foram os que mais demitiram (Infografia: Caged)

 

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