Pesquisas

Recuperação

1 em cada 3 empresários que fechou as portas irá abrir nova empresa

Outros 51% pretendem procurar emprego e 17% vão se tornar autônomos

 

 

 
 

Mesmo diante da grave crise financeira que encerrou atividades de várias empresas, uma parte dos empresários piauienses mostra resiliência. Uma pesquisa do Sebrae-PI mostrou que um em cada três empresários do estado que fecharam seus negócios em decorrência da pandemia do novo coronavírus pretende abrir uma nova empresa.

 

O estudo ouviu 71 empresários e representa um universo de 175 mil negócios no estado, entre microempresas individuais (MEIs), microempresas (MPE) e pequenas empresas (EPP). De acordo com o Sebrae, desde o início da pandemia, 12 mil empresas não resistiram à crise e fecharam as portas de vez.

 

Lojas fechadas no centro comercial de Teresina: algumas não irão reabrir (Foto: Piauí Negócios)

 

O que leva 1/3 dos empresários a arriscar em abrir outro negócio em temos de tanta incerteza? Para o doutor em economia Juliano Vargas, professor da Universidade Federal do Piauí, a alternativa de tornar-se empregado está bastante restrita no momento, dada a pouca oferta e alta procura de vagas no mercado de trabalho atual.

 

“O empresário procurará outra atividade com mais possibilidade de lucratividade, que seja de fácil e rápida entrada noutro novo ramo que julgue viável.  O capital migra para onde há maiores expectativas de lucros esperados”, explica Vargas.

 

Mas nem todos os empreendedores vão arriscar. A pesquisa apontou que 50% dos que encerraram suas atividades na pandemia pretendem procurar um emprego, e outros 16,7% pretendem virar autônomos.

 

Segundo os empresários ouvidos na pesquisa, um apoio financeiro do governo ou empréstimo bancário impediria o fechamento definitivo, mas como o Piauí Negócios já mostrou, 51% das empresas do Piauí que buscaram crédito nos bancos tiveram o pedido negado.

 


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Dificuldade entre os que resistem

Mesmo entre os negócios que estão funcionando, as dificuldades são muitas. O estudo do Sebrae revelou que 49,5% das empresas só conseguem funcionar presencialmente para faturar. Outras 8,49% poderiam faturar pela internet, mas não têm estrutura para usar as ferramentas digitais. Apenas 34,3% das empresas conseguem atuar de forma remota, como uso de sites, aplicativos ou telefone.

 

 

 

Entre os segmentos que só podem funcionar com a presença física estão salões de beleza, motoristas, agricultura, academias, construção, parte substancial do comércio, imobiliárias, artes, cultura, esportes e lazer, serviços domésticos e alojamento.

 

A quarta edição da pesquisa “O Impacto da pandemia de corona vírus nos Pequenos Negócios” foi realizada de 29 de maio a 02 de junho.

 

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