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Após sucesso de miniempresas, jovens defendem empreendedorismo nas escolas do Piauí

Alunos venderam todo o estoque disponível durante a 22ª Feira de Miniempresas da Junior Achievement Piauí

 
 
Cerca de 150 alunos de oito escolas do Piauí participaram do programa (Fotos: Paulo Sérgio/JA)

 Cerca de 150 alunos de oito escolas do Piauí participaram do programa (Fotos: Paulo Sérgio/JA)

 
 

Cerca de 150 alunos de oito escolas de vários municípios do Piauí participaram na sexta-feira (21) e no sábado (22), no Teresina Shopping, da 22ª feira do programa Miniempresas, desenvolvido pela Junior Achievement (JA) para desenvolver habilidades empreendedoras para estudantes do Piauí e estabelecer um contato direto deles com o mundo os negócios.

O sucesso de vendas de produtos de suas miniempresas, além da experiência prática de lidar com o ambiente empresarial, estimularam estudantes de escolas de ensino médio do Piauí a defenderem ensinos de empreendedorismo nas escolas. 

Na feira, várias miniempresas venderam todo o estoque antes mesmo de terminar o evento. Participaram do programa empresas das escolas Colégio Dez (Parnaíba), Madre Maria Villac, Santo Afonso, IFPI de Angical, Sesi, CEV Kennedy e CEV Frei/Sul.

Respy – empresas de estudantes do IFPI de Angical

Alunos do curso de Informática do Instituto Federal do Piauí, campus Angical, falaram de suas experiências ao Piauí Negócios. Eles montaram a miniempresa Respy, que desenvolveu as queóps, pirâmides decorativas feitas de gesso e vidro reciclados, com versões que incluem iluminação LED. 

Mirella Gomes, de 17 anos, sócia da miniempresa, explicou que "a maioria dos materiais utilizados foram reaproveitados, como vidro de perfumes descartados e gesso reutilizado". Apenas a resina e os circuitos elétricos não são reciclados.

Estudantes do IFPI de Angical criaram uma empresa de pirâmides decorativas feitas de gesso e vidro reciclados

 

Ariane Fernandes, também de 17 anos, destacou que a experiência tem sido maravilhosa: "Nós aprendemos muito sobre como interagir com os clientes e sobre técnicas de vendas, e por isso acho que devia ter disciplina sobe empreendedorismo nas escolas, pois a gente não é preparado para empreender".

Ariane Fernandes compartilhou sua surpresa ao descobrir sua habilidade de comunicação: "Sempre fui tímida, mas aqui aprendi que consigo falar com as pessoas".


 "A gente sente como é fazer parte de uma empresa. Esse projeto faz com que a gente adquira experiência sobre o produto, sobre os clientes, a estratégia de vendas”, reforça Ronaldo Carvalho, outro integrante da Respy. 


Dog Bag - miniempresa dos alunos do CEV Kennedy, de Teresina

Os alunos do segundo ano do CEV Kennedy, responsáveis pela miniempresa Dog Bag, criaram mochilas práticas e sustentáveis para passear com cães. As mochilas incluem uma guia e compartimentos para água, petiscos e saquinhos plásticos. 

Juliano Porfirio, de 16 anos, comentou sobre a criação: "Nossa mochila foi feita manualmente por nós, utilizando materiais reciclados, como retalhos de tecidos". 


"Vendemos todas as unidades do primeiro dia e estamos tendo um feedback muito positivo", acrescentou Julia de Oliveira Alencar.


Alunos do CEV desenvolveram mochilas práticas e sustentáveis para passear com cães

 

Estéfane Laura Souza Farias, outra integrante da Dog Bag, destacou a importância do projeto: "Participar da miniempresa é uma oportunidade incrível que nos coloca à frente da concorrência no mercado de trabalho".  Ela também defendeu que o empreendedorismo devia ser uma disciplina colocada nas escolas, não só do Piauí mas de todo o Brasil. “Porque muitas pessoas têm muita dificuldade de entrar no mercado de trabalho e muita gente não sabe lidar com dinheiro”, afirmou. 

Ecostyle: miniempresa dos jovens do Colégio Dez, de Parnaíba

A Ecostyle, composta por alunos do Colégio Dez, de Parnaíba, ofereceu eco bags personalizadas. Clara Teles, de 16 anos, disse que a experiência tem sido muito enriquecedora: "Aprendemos a lidar com clientes e com o trabalho em grupo. É uma oportunidade única de aprendizado sobre o mercado de trabalho". 


"Vendemos 50% das eco bags no primeiro dia, e tudo foi feito por nós mesmos, desde a compra dos materiais até a produção", destacou Luiz Fernando Cardoso Caldas, de 16 anos.


Os jovens empreendedores de todas as miniempresas entrevistadas concordam em um ponto crucial: a necessidade de disciplinas de empreendedorismo no currículo escolar. "As escolas preparam para a profissão, mas não para ser empresário", afirmou Luiz Fernando

Estudantes do Colégio Dez, de Parnaíba, criaram a Ecostyle, miniempresa de eco bags personalizadas

 

Importância do programa 

A gerente administrativa e financeira da Junior Achievement do Piauí, Elizângela Chaves, comentou sobre os obstáculos enfrentados, especialmente no engajamento dos municípios com o programa empresarial. “Foi um desafio bem grande este ano, mas os alunos deram continuidade, mesmo com algumas instituições em greve. Estamos aqui hoje, realizando a culminância deste projeto, junto com eles, mostrando os produtos, a forma de vender que eles aprenderam e o networking. Tudo isso faz parte deste programa, que tem uma alavancagem muito grande na área do empreendedorismo”, afirmou.

“Foi surpreendente este ano, porque foram produtos inovadores. As estratégias para abordar o público e mostrar os produtos cativaram os clientes, e as vendas foram constantes. Para nós, foi um sucesso total. Isso é resultado do empenho deles, mas também de todo um processo desde o início até a finalização com a feira”, explicou.
 

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