Indústria

Índice FIEC

Piauí fica em 21º lugar no Brasil como estado inovador

Estado ficou melhor desempenho em sustentabilidade ambiental, mas teve pior colocação em empreendedorismo

 
 
Produção de energias renováveis levou o Piauí a pontuar bem no indicador sustentabilidade ambiental (Foto: divulgação)

 Produção de energias renováveis levou o Piauí a pontuar bem no indicador sustentabilidade ambiental (Foto: divulgação)

 
 

O Piauí ficou em 21º lugar nacional, entre as 27 unidades da Federação, como estado inovador. O resultado é da 5ª edição do Índice FIEC de Inovação dos Estados, um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) que mapeia os principais pontos relacionados à inovação no Brasil, construindo rankings a partir de estatísticas quantitativas. A publicação tem  apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

 O Piauí manteve a posição em relação ao ano passado, porém caindo em duas posições desde o início da pesquisa, em 2019, onde ocupava o 19º lugar. Já os estados que estão no fim da lista são: Tocantins (23º), Acre (24º), Alagoas (25º), Roraima (26º) e Amapá (27º).

 

Índices de Capacidades e Resultados do Piauí (Imagem: FIEC)

 

Segundo a publicação de 2023, no Brasil, os estados líderes em inovação são: São Paulo (1º), Rio de Janeiro (2º), Rio Grande do Sul (3º), Minas Gerais (4º) e Santa Catarina (5º), consecutivamente. Na comparação com o índice de 2022, as três primeiras posições se mantiveram inalteradas. A mudança ocorreu na quarta colocação, quando em 2023 Minas Gerais assumiu o lugar de Santa Catarina, que caiu para a quinta posição.

O Índice é um produto composto de duas dimensões: Capacidades e Resultados, com 6 indicadores cada. Ao todo são utilizados 28 subindicadores que resultam nos 12 indicadores. A dimensão de Capacidades compreende o que é necessário para que ocorra inovação nos estados, seja com disponibilidade de recursos, criação de produtos, processos ou negócios inovadores. A dimensão de Resultados pode ser referenciada como a inovação em si, ou seja, as consequências do processo inovador.

O líder de inovação na região Nordeste é o estado do Ceará, em 8º lugar nacional, com o maior investimento em Ciência e Tecnologia e maior Intensidade Tecnológica e Criativa. No Nordeste o Piauí ficou em 7º lugar.

 

 

No índice de Capacidade, o Piauí ficou em 21º, subindo duas posições em relação a 2022, onde estava em 24º. Já no índice de Resultados, o estado ficou em 21º, caindo em uma posição em relação a 22, e duas desde o início da pesquisa, onde estava em 19º lugar em 2019.

Entre os subindicadores de Capacidade, o Piauí ficou em penúltimo lugar no ranking de Capital Humano - Graduação. O indicador buscou captar a oferta de mão de obra qualificada em áreas tecnológicas, com foco nos cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM). O estado esteve em último lugar de 2019 a 2022, onde subiu uma posição, ficando o estado de Roraima em último.


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Outra queda foi no subindicador de inserção de mestres e doutores, que mediu o total de vínculos empregatícios com mestrado e doutorado e na indústria, em atividades de Tecnologia da Informação e Comunicação e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O Piauí esteve em 15º lugar em 2019 e em 2023, caiu para a 21º posição.

Na dimensão dos Resultados, o subindicador de empreendedorismo, que mede a quantidade total de startups, o saldo entre empresas abertas e fechadas e a população total do estado, o Piauí, que estava em 7º lugar em 2019, caiu para 25º em 2023.

 

 

Porém, no subindicador de investimento e financiamento público em ciência e tecnologia, o Piauí subiu para a 11ª colocação, 11 colocações em comparação com 2019, onde estava em 22º lugar. Também subiu no ranking de sustentabilidade ambiental, que mede a quantidade de empresas com certificação ambiental, capacidade de geração de energia renovável e despesas públicas em gestão ambiental. O estado estava em 12º lugar em 2019, em 2023 subiu para o 8º lugar.

Comparativo entre os últimos cinco anos

Quando observado os últimos cinco anos do ranking, os estados que mais avançaram foram Espírito Santo, que subiu quatro posições, Minas Gerais e Paraíba, com duas posições cada. Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Acre e Roraima, que avançaram uma posição cada.

Já os estados que mais decaíram no ranking na comparação de 2019-2023 foram: Bahia e Goiás, com menos três posições cada; Piauí e Alagoas, com menos duas; Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Pará, Amazonas e Amapá, com uma posição cada. Os demais estados mantiveram suas colocações. Em termos regionais, o Centro-Oeste perdeu uma posição e o Nordeste ganhou uma, invertendo suas colocações nos últimos cinco anos.

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Fonte: Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)

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