Carreira & Gestão Pública

IGM-CFA

Oeiras fica em segundo lugar em ranking nacional do gestão pública

Indicador do Conselho Federal de Administração avalia melhores gestões no Brasil

 
Oeiras se destaque em ranking nacional de gestão pública

 Oeiras se destaque em ranking nacional de gestão pública

 
 

A cidade de Oeiras, localizada a 291 Km de Teresina, foi a única cidade piauiense a aparecer no ranking das cinco melhores no ranking do Índice de Governança Municipal (IGM), criado pelo Conselho Federal de Administração para avaliar a gestão em mais de quatro mil municípios do Brasil.

 

Oeiras atingiu a segunda colocação no grupo das cidades com população entre 20 mil e 50 mil habitantes e renda anual per capita de até R$ 14.460. Com 8,27 pontos, numa escala que vai de 0 a 10, a cidade piauiense ficou atrás apenas de Mantena (MG), que alcançou 8,51 pontos.

 

Criado há dois anos, o IGM-CFA avalia a gestão municipal usando informação de 13 indicadores, como educação, saúde, gestão, transparência, segurança e planejamento urbano. Esses indicadores são, por sua vez, agrupados em três dimensões: Qualidade Fiscal (QF), Qualidade da Gestão (QG) e Desempenho (D). Finalmente, chega-se ao IGM.

 

Oeiras ficou em segundo lugar nacional do grupo 3 (Reprodução)

 

O CFA dividiu os municípios em oito grupos populacionais e PIB: cidades de até 20 mil habitantes, acima de 20 mil a 50 mil habitantes, acima de 50 mil a 100 mil habitantes e as acima de 100 mil habitantes. O PIB per capita variava de R$ 14.460 anual a R$ 28.900 anual. Dentro do critério do IGM o Piauí ficou de fora os grupos 6 e 8 (veja tabela mais abaixo).

 

A diretora de Desenvolvimento Institucional do Conselho Regional de Administração do Piauí, Mônica Carvalho, diz que o IGM é o índice mais completo atualmente no Brasil, pois ele faz a condensação de outros índices de referência, e faz uma análise sob o ponto de vista do administrador. “Usamos 13 indicadores, mesclados por meio de índices de já consolidados no mercado”, afirma a conselheira. O índice mais próximo, o REM, do jornal  Folha de São Paulo, utiliza seis indicadores. 

 

Apesar do Brasil ter mais de 5.570 municípios, só foram analisados cerca de quatro mil porque os demais não enviaram as informações para as bases de dados públicas. Um deles é Brasília, capital do País.

 

O IGM usa diversas fontes de dados secundários de bases públicas como da Secretaria do Tesouro Nacional, Sistema FIRJAN, IBGE, PNUD, Ipea, Datasus, INEP, Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), entre outros. “O índice pode ser utilizado entre os prefeitos para avaliar seus municípios, em que áreas precisam melhorar e como podem fazer um planejamento estratégico a partir disso” explica Mônica Carvalho. 

 

Mônica Carvalho explica que o IGM pode ajudar os prefeitos a melhorar a administração pública (Foto: Piauí Negócios)

 

Ranking do Piauí

 

Entre os 224 municípios do Piauí, Água Branca, com 8,02, e Antônio Almeida, com 7,94, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, atrás da líder Oeiras. Na outra ponta, as cidades com menor pontuação foram Dirceu Arcoverde, com 2,95 pontos; Passagem Franca, com 3,21; e Anísio de Abreu, com 3,30. 

 

A maioria absoluta das cidades piauienses, 193, estão no Grupo 1, aquele que abriga os  municípios com até 20 mil habitantes e PIB per capita de até R$ 15.028. A média das notas desses  municípios ficou em 5,98, um pouco abaixo da média nacional do mesmo grupo, que foi de 6,19. 

 

A melhor média do Piauí foi no item segurança, com nota 9,71, acima da média do Brasil (8,97) e do Nordeste (8,50). A pior média foi no indicador equilíbrio previdenciário, com 2,25, mas próximo à média brasileira de 2,52 e um pouco melhor que a média nordestina de 1,50.

 

No Grupo 7, no qual estão incluídas no Piauí apenas as cidades de Teresina e Parnaíba (cidades acima de 100 mil habitantes com PIB per capita de até R$ 28.900,00), a média no Estado ficou em 6,35, acima da média nacional de 6,2.

 

Ranking das capitais

Rio de Janeiro 8,70

Curitiba 7,92

Belo Horizonte 7,88

Vitória 7,59

Cuiabá 7,56

Fortaleza 7,55

São Paulo 7,49

Palmas 7,48

Rio Branco 7,28

Boa Vista 7,27

Porto Alegre 7,22

Goiânia 7,16

Teresina 7,00

Salvador 6,87

Manaus 6,80

Campo Grande 6,74

João Pessoa 6,65

Recife 6,62

Aracaju 6,32

Porto Velho 6,32

Natal 6,27

Florianópolis 6,25

Belém  5,93

Sao Luis 5,74

Macapá 5,44

Maceió 5,16

Brasília 3,68

 

IGM pode ajudar prefeituras a melhorar a administração

 

A conselheira Mônica Carvalho enfatiza que o IGM foi criado justamente para dar uma meta de governança pública, de forma que os prefeitos e gestores avaliem melhor, sob a ótica do administrador, o seu município.

 

Mônica ressalta que os conselheiros credenciados pelo Conselho Regional de Administração têm acesso exclusivo aos dados mais precisos, o que os coloca mais a par de analisar as questões municipais. “Os administradores credenciados passaram por um treinamento realizado pelo CFA e estão capacitados, inclusive, para dar treinamentos aos prefeitos, de forma gratuita”, diz.

 

Com a ferramenta, os prefeitos podem fazer seu planejamento estratégico e criar formas de dar resultado. Mônica diz que nenhum município do Brasil chegou à nota 10, porque tal pontuação seria a excelência da excelência. “Infelizmente, ainda estamos muito longe de chegar ao topo”, conclui.

 

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