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Três lições para a transição energética, segundo o Fórum Econômico Mundial

 
 
 

Com o aumento do preço da energia elétrica impulsionando a inflação por aqui, achei pertinente trazer um pouco mais sobre o tema no contexto global.

É impensável imaginar o mundo moderno sem energia. Ela é fundamental para o funcionamento da economia, para possibilitar a comunicação e conexão de longas distâncias, iluminar espaços e etc.

Para começar a lista, destaca-se que a demanda por gás está aumentando à medida que os produtores de eletricidade deixam de utilizar o carvão, provocando dupla consequência: a elevação dos preços e o esgotamento dos estoques globais de gás.

Além disso, a cadeia de fornecimento da energia global está pressionada quase ao ponto de colapsar e a cada interrupção, novos problemas surgem.

E o terceiro aprendizado é que isto resulta da descabornização da produção de energia elétrica e exibe a importância da boa condução do processo de transição das matrizes.

Segundo o Fórum, vive-se atualmente uma crise global que vem causando choques nas economias e nas indústrias. Face a escassez e ao aumento de preços, esta situação é um alarme sobre os riscos do mau gerenciamento dessa transformação. Ademais, os efeitos tendem a se alastrar, pois o aumento de preços deste item se multiplica para outros produtos.

Ao que parece, coloca-se a frente uma mudança de paradigmas, na qual somente ser mais eficiente não é suficiente. É preciso rever os costumes, como consumimos e como produzimos bens no mundo. Segundo os especialistas, "o fundamental é que nosso comportamento precisa mudar".

Individualmente, é muito importante fazer escolhas considerando a economia, desde o uso de eletrodomésticos com classificação "A" a lâmpadas com baixo consumo. Parece um ato pequeno, mas isto possui um potente efeito multiplicador.

Em termos industriais e de políticas públicas, investir em fontes de energia limpa, no desenvolvimento de produtos com eficiência energética, de novos sistemas de combustível (como o hidrogênio) e na sua infraestrutura pode contribuir para o redesenho do setor de energia mundial e exigirá uma cooperação ampla entre o setor público e o privado.

Assim, de acordo com o Fórum, "reguladores e formuladores de políticas devem agir para mitigar o risco do novo cenário comercial para fomentar o investimento em novas parcerias, novas tecnologias e novos serviços".

Neste sentido, a inovação aberta poderá surgir como um grande diferencial nos modelos de negócios, cuja proteção da propriedade intelectual e a "posse" sobre os clientes podem ter que dar lugar a uma visão mais holística, baseada na ideia de fazer parte de um ecossistema de energia.

Informações: Fórum Econômico Mundial.

 

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Fonte: Elinne Val - economista e planejadora financeira pessoal da Finaplus

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