Pesquisas

Pós-crise

José Tarciso: Microempresas vão demorar até quatro anos para se recuperarem da pandemia

Presidente da entidade que representa microempresas no Brasil afirma que impacto nos pequenos negócios foi avassalador

 
 José Tarciso da Silva, presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Foto: Piauí Negócios)

  José Tarciso da Silva, presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Foto: Piauí Negócios)

 
 

Bastante afetadas pela pandemia do coronavíus, as micro e pequenas empresas levarão até quatro anos para recuperem o prejuízo obtido com a crise. A previsão foi feita por José Tarciso da Silva, presidente da Confederação Nacional das Microempresa e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), ao Piauí Negócios, durante participação da Virada Empreendedora 2021, que aconteceu no último dia 18 em Teresina.

Tarciso diz que mesmo com a reabertura das atividades e o avanço da vacinação, a plena recuperação para os negócios menores é mais lenta porque eles foram atingidos de forma avassaladora. “A maioria precisa ficar funcionando para pagar as contas. Poucas tinham reserva, como acontece com as médias e grandes empresas. Muitas não resistiram e fecharam de vez. Para as que ficaram, é preciso mais tempo para se capitalizar”, explica o empresário.

Mesmo para as empresas que conseguiram crédito bancário, como o Pronampe, precisarão de um longo período para se livrar do passivo. “Essas que pegaram empréstimos conseguiram ficar abertas, mas contraíram dívidas e vão demorar para quitá-las. Algumas inclusive estão renegociando as prestações, porque ainda não têm receita suficiente para pagar as parcelas sem prejudicar a empresa”, frisa José Tarciso.

O presidente reforça que a situação das microempresas é tão delicada que a Câmara dos Deputados já aprovou uma nova medida para ajudá-las. No dia 7 de novembro, os deputados aprovaram duas emendas do Senado à MP 1057/21, que reedita um programa de crédito pelo qual os bancos fazem empréstimos sob seu risco em troca de créditos presumidos a serem usados para diminuir tributos.

O Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) é direcionado a microempreendedores individuais (MEI), a micro e pequenas empresas, a produtores rurais com faturamento até R$ 4,8 milhões e a cooperativas e associações de pesca e de marisqueiros.

O PEC pretende estimular os bancos a emprestarem, até 31 de dezembro de 2021, para micro e pequenos empresários. O faturamento será medido pelas informações repassadas à Receita Federal referentes ao ano-calendário de 2020.

Siga o Piauí Negócios nas redes sociais

FACEBOOK

👉🏾 https://www.facebook.com/pinegocios

INSTAGRAM

👉🏾 https://www.instagram.com/pinegocios

 TWITTER  

👉🏾 https://twitter.com/@negociospiaui

LINkEDIN

👉🏾 https://www.linkedin.com/company/piauí-negócios/

Mais de Pesquisas