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Mercado de trabalho

Pesquisa vai analisar a acessibilidade nas empresas do Piauí

Estudo realizado pelo Projeto Mulheres de Visão auxiliará corporações na adoção de práticas inclusivas

 
Ainda há entraves relacionados à introdução das pessoas com deficiência no mercado (Fotos: divulgação)

 Ainda há entraves relacionados à introdução das pessoas com deficiência no mercado (Fotos: divulgação)

 
 

No mercado de trabalho e na rotina das empresas, PcD — Pessoa com Deficiência — é a sigla utilizada para identificar os colaboradores que apresentam algum tipo de deficiência. Mais do que reconhecê-los, é fundamental compreender suas necessidades, adotar formas efetivas de inclusão e condições dignas para exercerem suas atividades profissionais. Exatamente por isso o Projeto Mulheres de Visão promove a pesquisa “O Mundo do Trabalho e Acessibilidade nas Empresas”, visando contribuir efetivamente como uma sociedade mais justa, igualitária e atenta à promoção da igualdade. A pesquisa está disponível no endereço https://www.mulheresdevisao.com.br/pesquisa-acessibilidade.

Pioneira no estado, a pesquisa se apresenta como essencial para a transformação social a partir dos dados que serão coletados. Conhecer o comportamento e rotinas das empresas no estado do Piauí é peça-chave quando se pensa em ampliar as oportunidades de empregos. Para alcançar este desafio é imprescindível que as empresas, em diferentes áreas, reconheçam a importância de participarem da ação. O intuito da iniciativa é contribuir com as empresas na construção de medidas eficazes para a implementação de uma consciência inclusiva.

As empresas que responderem a pesquisa podem concorrer ao “Prêmio Selo Rede Empresa Acessível” e receber suporte de treinamento para melhorar a acessibilidade. Seus dados serão utilizados somente de forma agregada com os dos demais respondentes, em relatórios, artigos científicos e no livro com os resultados da investigação. Para quem não conhece, o Selo é uma certificação criada para reconhecer e valorizar as empresas que respeitam e promovem a inclusão e acessibilidade em seus ambientes físicos, digitais e vivenciais, localizadas na cidade de Teresina.

Pioneira no estado, a pesquisa se apresenta como essencial para a transformação social a partir dos dados que serão coletados

 

Mesmo com os avanços, ainda é possível ver entraves relacionados à introdução das pessoas com deficiência no mercado devido ao preconceito ainda presente na sociedade ou à pouca busca por informações, por exemplo. Quem relata a importância de se ater à inserção de pessoas com deficiência no mercado profissional é Solange Marques. Formada em Serviço Social e funcionária da Associação dos Cegos do Piauí, ela ressalta que há muitos desafios na trajetória por igualdade, pessoas lutando diariamente e conquistas alcançadas. “Às vezes nossa sociedade é muito capitalista e capacitista. Nós temos potencialidades, habilidades e pode ter também um espaço de direitos e garantia dos mesmos. Só queremos oportunidades, visibilidade e que nossas diferenças sejam acolhidas e respeitadas”, expressa.

Dificuldades enfrentadas para inserção no mercado de trabalho

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo um grande desafio devido às dúvidas e dificuldades que os empresários e, por vezes, candidatos com necessidades especiais têm. A Lei das Cotas 8213/91, criada em 1991, regulamentada apenas em 2000, deixa especificado no artigo 93 que empresas devem destinar de 2% a 5% das vagas a pessoas com deficiências habilitadas — que possuem ou não certificado ou diploma expedido pelo Ministério da Educação, órgão equivalente ou INSS, desde que estejam capacitadas para o exercer a função — e para beneficiários reabilitados: pessoas que passaram por processos de reintegração ao mercado de trabalho.

Dados levantados pela pesquisa Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Nacional), em parceria com a Catho, apontam que 86% dos entrevistados dizem encontrar dificuldade quando buscam contratação por apresentarem algum tipo de deficiência. Nesse sentido, a pesquisa realizada pelo Projeto é direcionada para Organizações e empresas públicas e privadas que tenham entre 10 e mais de 100 colaboradores prestadores de serviço direto. Podem participar as que pertençam às seguintes categorias: Educação, Alimentação, Vestuário, Indústria, Comunicação, Tecnologia, Filantropia, Serviço Público, Agricultura, Construção Civil, Bebidas e Comércio.

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Fonte: Projeto Mulheres de Visão

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